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Corrimento, coceira ou odor? Entenda as principais infecções vaginais

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura

As infecções vaginais estão entre as causas mais frequentes de consulta ginecológica. E apesar de muitas mulheres associarem qualquer alteração íntima à candidíase, nem todo corrimento, coceira ou desconforto significa a mesma coisa.


A vagina possui uma flora natural composta principalmente por lactobacilos, bactérias responsáveis por manter o equilíbrio do pH vaginal e proteger contra infecções. Quando esse equilíbrio sofre alterações, diferentes quadros podem surgir.


Entre os mais comuns está a candidíase vulvovaginal, causada pela proliferação excessiva do fungo Candida, que já pode estar naturalmente presente no organismo. Os sintomas costumam incluir coceira intensa, ardência, vermelhidão e corrimento branco espesso, semelhante a “leite coalhado”.


Fatores como uso de antibióticos, diabetes descompensado, alterações hormonais, imunidade baixa e excesso de umidade podem favorecer episódios recorrentes.


Já a vaginose bacteriana acontece quando há redução dos lactobacilos e aumento de outras bactérias na flora vaginal. Nesse caso, o corrimento costuma ser mais fluido, acinzentado e com odor forte, frequentemente descrito como “cheiro de peixe”, que pode se intensificar após a relação sexual.


Outro ponto importante é que algumas infecções sexualmente transmissíveis também podem causar alterações no corrimento, dor, ardência ou desconforto pélvico, exigindo diagnóstico e tratamento específicos.


Além das infecções, hábitos do dia a dia também podem interferir na saúde íntima. Duchas vaginais, excesso de produtos perfumados, roupas muito apertadas e automedicação podem alterar o equilíbrio natural da região íntima.


Por isso, observar os sinais do corpo é importante, mas tentar tratar por conta própria nem sempre é a melhor escolha. Sintomas parecidos podem ter causas completamente diferentes e o tratamento inadequado pode mascarar o problema ou favorecer recorrências.


Sempre que houver alterações persistentes, desconforto frequente ou episódios repetidos de infecção, o ideal é buscar avaliação ginecológica para um diagnóstico correto e tratamento individualizado.


👩🏻‍⚕️ Dra. Nelly Kobayashi | CRM-SP 129.368

 
 
 

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