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O que acontece com o coração da mulher após a menopausa?

  • há 18 horas
  • 2 min de leitura

Durante a fase reprodutiva, o organismo feminino conta com a proteção dos hormônios, especialmente o estrogênio, que exerce um papel importante na saúde cardiovascular. Esse hormônio atua de diferentes formas, ajudando a manter a elasticidade dos vasos sanguíneos, contribuindo para o controle do colesterol e favorecendo o bom funcionamento do sistema circulatório.


Com a chegada da menopausa, ocorre uma queda significativa na produção de estrogênio. Essa mudança hormonal impacta diretamente o organismo e está associada a um aumento progressivo do risco cardiovascular na mulher.


Após a menopausa, é comum observar alterações com:

  • aumento do colesterol LDL (conhecido como “colesterol ruim”);

  • redução do HDL (“colesterol bom”);

  • maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal;

  • alterações na pressão arterial.


Esses fatores, quando combinados, podem aumentar o risco de doenças como hipertensão, infarto e acidente vascular cerebral.


Outro ponto importante é que os sintomas cardiovasculares em mulheres nem sempre são clássicos. Diferente do que muitas pessoas imaginam, o infarto na mulher pode se manifestar com sinais mais sutis, como cansaço excessivo, falta de ar, desconforto no peito não tão intenso, dor nas costas ou até náuseas.


Além das alterações hormonais, fatores como sedentarismo, alimentação inadequada, estresse e sono de baixa qualidade também contribuem para esse aumento de risco.


Por outro lado, existem estratégias eficazes para proteger a saúde cardiovascular após a menopausa. A prática regular de atividade física, especialmente exercícios aeróbicos e de resistência, alimentação equilibrada, controle do peso, acompanhamento da pressão arterial e dos níveis de colesterol são medidas fundamentais.


Em alguns casos, a terapia hormonal pode ser considerada como parte do cuidado global, principalmente quando indicada de forma individualizada e iniciada no momento adequado.


A menopausa não deve ser vista como um problema, mas como uma fase de transição que merece atenção e cuidado. O acompanhamento médico regular é essencial para avaliar os fatores de risco e orientar estratégias que ajudem a preservar a saúde do coração ao longo dos anos.


👩🏻‍⚕️ Dra. Nelly Kobayashi | CRM-SP 129.368

 
 
 

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