Microbiota vaginal: as ‘bactérias boas’ que protegem sua saúde íntima
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Você provavelmente já ouviu falar da microbiota intestinal. Mas sabia que a vagina também possui uma microbiota própria, fundamental para proteger sua saúde íntima?
Esse ecossistema é formado por bilhões de microrganismos que convivem em equilíbrio, sendo os principais deles os lactobacilos. Essas bactérias são consideradas "boas" porque ajudam a manter o pH vaginal naturalmente ácido, dificultando o crescimento de fungos, bactérias e outros agentes que podem causar infecções.
Na prática, elas funcionam como um verdadeiro sistema de defesa.
Quando esse equilíbrio é preservado, a região íntima tende a permanecer saudável. Mas diversos fatores podem alterar essa microbiota ao longo da vida. Entre eles estão:
uso de antibióticos;
alterações hormonais, como gravidez, menopausa e perimenopausa;
excesso de produtos de higiene íntima;
duchas vaginais;
tabagismo;
estresse intenso;
noites mal dormidas;
algumas alterações da atividade sexual.
Muitas mulheres acreditam que quanto mais produtos utilizam para "limpar" a região íntima, melhor. Porém, acontece justamente o contrário.
O uso excessivo de sabonetes íntimos, duchas e produtos perfumados pode reduzir a quantidade de lactobacilos, favorecendo alterações da flora vaginal.
Uma curiosidade interessante é que a microbiota vaginal muda naturalmente ao longo da vida. Na infância, na idade reprodutiva, durante a gestação e após a menopausa, ela apresenta características diferentes por influência dos hormônios, especialmente do estrogênio.
Quando ocorre um desequilíbrio, podem surgir sintomas como:
• corrimento diferente do habitual;
• odor desagradável;
• coceira;
• ardência;
• desconforto íntimo;
• infecções recorrentes.
Vale lembrar que nem todo corrimento significa infecção e nem toda alteração exige medicamentos. O primeiro passo é identificar corretamente a causa.
Hoje sabemos que preservar a microbiota vaginal faz parte da prevenção de diversas doenças ginecológicas e contribui diretamente para o conforto, a saúde sexual e a qualidade de vida da mulher.
Por isso, conhecer o funcionamento do próprio corpo é uma das melhores formas de cuidar da saúde íntima.
Se você apresenta sintomas frequentes ou percebe mudanças persistentes na região íntima, procure avaliação ginecológica. Um diagnóstico correto é essencial para indicar o tratamento mais adequado para cada caso.
👩🏻⚕️ Dra. Nelly Kobayashi | CRM-SP 129.368



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